O objetivo do programa é conversar abertamente sobre os inúmeros problemas relacionados ao tabagismo
Começaram, no último dia 2 de abril, os encontros do Grupo de Combate ao Tabagismo, ação que está na sua 34º edição. As reuniões acontecem no Centro de Saúde Dr. Helmo Sebastião Diello. Implementado em 2007, o programa busca auxiliar pessoas que desejam parar de fumar, oferecendo acesso à educação e conscientização e assegurando o direito à saúde a todos.
No total, serão dez encontros que acontecerão até o mês de julho e serão realizados em etapas: inicialmente semanais, depois quinzenais e, por fim, mensais, conforme a evolução dos participantes.
Todo o acompanhamento é realizado por uma equipe multidisciplinar composta por médico, enfermeiro, psicólogo, nutricionista e farmacêutico, além do apoio de fisioterapeutas e dentistas. A atuação conjunta dos profissionais garante um processo estruturado, aumentando significativamente as chances de sucesso e abstinência a longo prazo.
A abertura do encontro contou com a presença da Dra. Mônica Guzinski Rodrigues, que realizou uma abordagem dos impactos do tabagismo e os benefícios de abandonar o cigarro, marcando o início de uma jornada de conscientização, apoio e transformação pessoal.
Além disso, dois pacientes de grupos anteriores, que superaram o vício no cigarro, apresentaram depoimentos próprios, ferramentas poderosas no combate ao tabagismo, funcionando como um suporte psicológico e motivacional indispensável.
Júnior de Mattos, ex-fumante, resolveu abrir seu depoimento para a comunidade, mostrando que, apesar de difícil, superar o vício é possível e traz benefícios significativos.
“Hoje tenho 38 anos e completo 1 ano sem fumar. Comecei a fumar aos 18 anos. No início parecia algo pequeno, passageiro, quase inofensivo. Mas, com o tempo, o que era escolha virou hábito. E o hábito virou dependência. Foram anos convivendo com o cigarro como parte da rotina nos momentos bons, nos difíceis, nas pausas do dia e até nas desculpas que eu criava para continuar. Durante muito tempo, pensei em parar. Tentei algumas vezes, falhei em outras. E isso, muitas vezes, faz a gente acreditar que não é capaz. Mas hoje eu entendo: parar de fumar não é sobre força de vontade, é sobre apoio, consciência e decisão diária. Essa virada na minha vida só foi possível graças ao grupo de tabagismo da Vigilância Epidemiológica do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, em Carlos Barbosa. Ali encontrei muito mais do que orientação: encontrei acolhimento, escuta, incentivo e pessoas que estavam na mesma luta que eu. Aprendi a reconhecer meus gatilhos, a respeitar meus limites e a enfrentar a abstinência com estratégia e coragem. Não foi fácil. Houve dias de ansiedade intensa, de irritação, de vontade quase incontrolável. Mas também houve dias de superação, de pequenas vitórias silenciosas, de orgulho por resistir, e foi somando esses dias que cheguei até aqui. Parar de fumar não é apenas abandonar um vício. É reconstruir a própria vida. Hoje eu respiro melhor, tenho mais disposição, mais energia para o trabalho e para minha família. Sinto meu corpo diferente, minha mente mais leve e, principalmente, sinto que retomei o controle da minha própria história. Se você está pensando em parar, eu te digo com toda sinceridade: vale a pena. Procure ajuda, não tenha vergonha de recomeçar quantas vezes forem necessárias e confie no processo. E olho para frente com a certeza de que fiz uma das melhores escolhas da minha vida: 1 ano livre do cigarro. E essa vitória é só o começo”, relatou Júnior.
O Instituto Nacional do Câncer (INCA), classifica o tabagismo como uma doença crônica, definida pela dependência da nicotina, sendo a principal causa de mortes no mundo e o principal fator de risco para cânceres, doenças pulmonares e cardiovasculares. Calcula-se que, todos os anos, mais de 8 milhões de pessoas no mundo morrem em decorrência do uso ativo do tabaco ou por serem expostas ao fumo passivo. No Brasil, o tabagismo causa cerca de 477 mortes por dia.
O Grupo de Combate ao Tabagismo atua como uma ferramenta eficaz na Atenção Básica de Saúde para acolher, orientar e tratar fumantes que desejam abandonar o vício. Esses grupos oferecem um ambiente de trocas de experiências, suporte emocional e orientação profissional, aumentando significativamente as chances de sucesso na interrupção do cigarro.
Mais informações sobre o grupo podem ser obtidas pelo telefone (54) 3461-8911.
Por Assessoria de Imprensa
Foto: Secretaria da Saúde
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