Estudo define diretrizes para a ampliação da cobertura territorial de atendimento na Atenção Primária à Saúde
A Administração Municipal, por meio da Secretaria da Saúde, divulgou na tarde de ontem o estudo técnico de “Territorialização em Saúde”, desenvolvido pela empresa STEPZ e apresentado pela diretora Juliana Vasconcelos. Estiveram presentes profissionais da saúde do município de Carlos Barbosa, vereadores, secretários municipais e imprensa. O encontro teve o objetivo de orientar sobre a expansão das unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e sobre a organização dos territórios de atendimento no município.
Por que territorializar?
A territorialização em saúde busca conhecer o ambiente populacional através de suas características, necessidades e vulnerabilidades territoriais. Todo o planejamento de trabalho é apoiado por visitas domiciliares, cadastros, buscas ativas e ações coletivas. Os dados obtidos auxiliam na gestão de mobilidade da população junto às unidades de atendimento e das equipes de referência, e também no monitoramento de resultados.
A iniciativa de implementação da Territorialização em Saúde visa ainda organizar a vinculação territorial de usuários e famílias junto às equipes de saúde, em consonância com a distribuição populacional, servindo de apoio à gestão pública e fortalecendo a continuidade e a coordenação do cuidado na saúde.
Todo o planejamento é fundamentado em diretrizes legais estruturantes, como a Lei nº 8.080/1990 e as Portarias GM/MS nº 2.436/2017 e nº 3.493/2024, que orientam a Atenção Primária à Saúde (APS) e valorizam o vínculo territorial.
Para a elaboração deste planejamento, o estudo considerou um panorama populacional de referência de 33.912 habitantes, sendo que aproximadamente 82,4% da população (27.927 habitantes) concentra-se na área urbana e 17,6% (5.985 habitantes) na área rural. A metodologia técnica adotada avançou por fases de diagnóstico, leitura territorial, proposição de distribuição e validação.
Como critério para a estimativa territorial local, foi estipulada para contagem a média de 3 moradores por domicílio, número que se aproxima da característica demográfica regional (2,79) e evita o superdimensionamento do parâmetro inicial federal, que era de 4 pessoas.
A distribuição das áreas também levou em consideração a vulnerabilidade social e epidemiológica, as distâncias e barreiras de acesso geográfico, e a capacidade instalada das equipes.
Diante do mapeamento técnico, foi obtida uma divisão do território municipal em 10 áreas de abrangência, priorizando a continuidade geográfica para evitar sobreposições e fragmentações. A partir deste diagnóstico, o planejamento estratégico prevê uma expressiva ampliação da cobertura assistencial, projetando a expansão de duas para seis equipes de Estratégia de Saúde da Família, mediante a adição de quatro novas equipes.
Como será implantado?
Em primeiro momento, o trabalho será concentrado na delimitação das áreas de abrangência geral, estando a organização de microáreas específica condicionada à futura ampliação do número de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) credenciados no município.
Para a conclusão deste mapeamento estrutural, a implantação efetiva está vinculada a etapas administrativas, estando o município no aguardo da homologação ministerial dos credenciamentos já encaminhados ao Ministério da Saúde.
A Secretaria Municipal da Saúde ressalta a importância das próximas etapas do processo, pois estas envolvem a validação dos limites territoriais junto aos profissionais, a preparação das estruturas e o ajuste de fluxos e cadastros.
A implementação da Territorialização de Saúde será um processo gradual, mas de grande importância para o município, pois possibilitará maior clareza territorial de referências para a população, além de um planejamento assertivo de ações, bem como a redução de inconsistências cadastrais e o fortalecimento de toda a base de indicadores para o monitoramento contínuo da saúde em Carlos Barbosa.
Por Assessoria de Imprensa
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