Os termos emergência e urgência são parecidos, mas exprimem conceitos distintos na área da saúde.
Entre ambas as classificações há diferenças no tratamento de pacientes e é importante distingui-las para compreender como funciona o atendimento hospitalar.
A emergência tem uma carga de gravidade maior, que indica sofrimento intenso, risco iminente de morte ou de lesão permanente. A emergência exige, portanto, ação médica imediata.
Estão entre as situações de emergência fraturas expostas, paradas cardiorrespiratórias, hemorragias graves, acidentes de origem elétrica, acidentes de trânsito, quedas, queimaduras, afogamentos, entre outras.
A urgência também requer assistência médica imediata, mas sem risco potencial à vida. Na urgência, o paciente recebe uma pronta avaliação médica sobre os riscos, não demandando, necessariamente, uma intervenção imediata.
São consideradas urgências fraturas não expostas, cólicas renais, aumento de pressão arterial, entre outras situações.
As emergências e urgências devem ser encaminhadas ao plantão hospitalar. A correta distinção entre elas salva vidas, já que organiza as equipes médicas conforme a complexidade de cada caso, indicando o tempo e a ordem de atendimento adequados.
No pronto-socorro, o médico emergencista vai tratar o caso de maneira a amenizar sintomas e riscos. O médico da emergência não realiza o tratamento na totalidade, podendo encaminhar o paciente, por exemplo, para um clínico geral para prosseguir o atendimento sob outro nível de atenção.
Já a consulta eletiva não demanda o atendimento em pronto-socorro – nem é recomendável a circulação em local com outros pacientes graves. Casos de baixa complexidade podem ser aguardar a a marcação de uma consulta e obterem melhor aproveitamento com a atenção de médicos especialistas.
O acompanhamento de condições crônicas de hipertensão e diabetes, por exemplo, enquadra-se no sistema de consultas eletivas. É nesta modalidade de atendimento que acontece a investigação do quadro e são encaminhados exames, com continuidade na assistência médica e cuidado integral.
Texto: Eliseu Demari
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